Foi aprovado ontem, na Câmara Municipal, o projeto que cria o Centro Popular de Compras (CPC). A proposta do Executivo, apresentada como alternativa ao comércio ambulante no centro de Porto Alegre, teve 33 votos favoráveis (unanimidade).
Segundo o prefeito José Fogaça, o texto foi construído após inúmeros debates entre Prefeitura, ambulantes e comerciantes. Para sua elaboração, foram levados em conta fatores como circulação de pessoas, acesso, impacto urbanístico e ambiental. “Quem delineou esse caminho foram os próprios vendedores ambulantes. Esse projeto é produto de uma engenharia democrática", explicou Fogaça.
O secretário municipal da Produção, Indústria e Comércio, Idenir Cecchim, que acompanhou a votação na Câmara Municipal, afirmou que os 33 votos favoráveis demonstram que o CPC é importante para a Capital. “O projeto é de todos os porto-alegrenses. Ele apresenta e dá alternativa aos ambulantes que estão na rua e agora vão para um local apropriado, com intenso fluxo de pessoas, infra-estrutura e segurança”.
Cecchim explicou que, a partir da aprovação na Câmara Municipal, começa a ser elaborado o edital de licitação. Após concluído o processo licitatório, estima-se em oito meses o prazo de conclusão das obras. Com custo estimado em R$ 12 milhões, o empreendimento não terá recursos públicos. O CPC deverá ser construído pelas Parcerias Público-Privadas (PPPs), ou pelo processo de concessão por tempo determinado.
Centro Popular de Compras
Localizado na Praça Ruy Barbosa, entre as avenidas Mauá e Voluntários da Pátria, o novo empreendimento deve abrigar de 800 a 900 camelôs licenciados pela Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic). Será construído numa plataforma de 10 mil metros quadrados em concreto sobre o terminal de ônibus na Praça Ruy Barbosa, o CPC cruzará a Avenida Júlio de Castilhos por uma passarela totalmente coberta até a Av. Mauá.
Cada comerciante ocupará um box de quatro metros quadrados contendo pontos de luz, água, esgoto e telefone, com aluguel estimado em R$ 300. Com acesso a todas as calçadas e interligado às ruas do entorno, o CPC terá ainda lojas âncora, como restaurante popular, farmácia e agência bancária. O projeto prevê jardins descobertos, praça de alimentação, sanitários, acesso para deficientes, sistema de segurança por câmeras de vídeo e policiamento.
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