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Seda resgata cães sobreviventes de incêndio na zona Norte

04/02/2013 16:09:46

Foto: Guerreiro/Divulgação
Cães serão esterilizados, microchipados e colocados para adoção

Cães serão esterilizados, microchipados e colocados para adoção

Passam bem os animais resgatados pela Secretaria Especial dos Direitos Animais, após incêndio no final da tarde de domingo, 3, que destruiu totalmente a casa da tutora Maria Irene, de 63 anos, no bairro Sarandi, zona Norte da Capital. Até o final do dia, 20 cães e duas galinhas foram resgatados e estão sob os cuidados da Área de Medicina Veterinária (AMV). Outros cinco animais foram levados em estado grave às clínicas Pet Móvel e VetMax, onde permanecem internados. Um cão que teve queimaduras graves foi encaminhado para uma clínica que iria cobrar pelo atendimento. Uma veterinária, então, decidiu cuidar do animal em sua própria casa. Os cães serão esterilizados, microchipados e colocados para adoção. (fotos)
 
Maria Irene vivia no local com mais de 50 animais, e mais da metade morreu carbonizado. “Dona Irene era viúva, perdeu uma filha e se apegou demais aos animais. Ela sentia pena deles soltos nas ruas e trazia para dentro de casa”, conta a sobrinha Dagmar. “Ela sofreu queimaduras graves para salvar a vida daqueles bichos, mas não conseguiu salvar todos”, conta emocionada a protetora Isis Fraga, que acionou a rede de proteção para ajudar no resgate dos sobreviventes.
 
Os bichos já iniciaram os exames, mas a veterinária Adriana Lopes adianta que nenhum apresenta ferimentos graves. “Os cães estão com queimaduras leves, porém, muito assustados. Tudo aconteceu muito rápido. De uma hora para outra, estavam debaixo de escombros, sofrendo e pedindo ajuda. Os voluntários trabalharam em meio à fumaça, no escuro e seguindo o choro e latido deles na tentativa de salvá-los.
 
A veterinária lamenta, ainda, a quantidade de animais sob responsabilidade de Dona Irene. “É importante ressaltar a diferença entre protetor e acumulador de animais. O protetor sabe seus limites, tem consciência de sua responsabilidade com os animais e literalmente os protegem. O acumulador sente pena deles perambulando pelas ruas e acabava levando para casa. Só que, em vez de proteger, o acumulador acaba cometendo maus tratos ao confinar um grande número de animais em um mesmo espaço, muitas vezes sem comida e acompanhamento veterinário. Não sei se é o caso desta senhora, mas é preciso ficar atento.”
 
Incêndio - Por volta das 18h30, Isis Fraga, moradora do Sarandi, percebeu o fogo. Os bombeiros foram acionados, as chamas controladas uma hora depois e Dona Irene encaminhada ao Hospital Cristo Rendentor. Eles foram embora sem prestar socorro aos animais, e foi aí que Isis recorreu à rede de proteção de animais nas redes sociais. Foi neste momento que a Seda soube do incêndio, às 22h. Imediatamente, a Secretaria se dirigiu ao local da para colaborar no resgate dos animais entre os escombros, feito por uma equipe de protetores e veterinários voluntários.
O trabalho voluntário terminou por volta da 1h de segunda-feira, 7. Os animais passaram a madrugada na Associação Rio-grandense de Proteção aos Animais (Arpa). A Seda optou pela Arpa em função da lotação na Área de Medicina Veterinária da Secretaria. 
 
Feira de adoção - Após o tratamento na AMV, a Seda irá realizar uma feira de adoção exclusiva. “É uma forma de homenagear os heróis deste acidente e conseguir um lar digno e cheio de amor aos cães que sofreram, talvez, o maior trauma de suas vidas. Enfim, realizar o reencontro de pessoas do bem para comemorar a vitória de todos”, diz a primeira-dama Regina Becker.

Texto de: Roberta Amaral
Edição de: Caren Mello
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.

                        
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